O propósito dos treinamentos corporativos em CI

O propósito dos treinamentos corporativos em CI

O propósito dos treinamentos corporativos em CI

Por quê contratar um treinamento em comunicação?

De modo geral, treinamentos são processos de educação profissional com a função de melhorar a eficiência no trabalho mediante o desenvolvimento de hábitos, ações, atitudes, comportamentos, conhecimentos e técnicas. Todo treinamento, independente da natureza e dos objetivos, requer habilidades comunicativas para ouvir, interpretar, compreender, expressar-se e interagir com seu grupo.

Isto tem ficado mais evidente à medida que a Comunicação é percebida como o estímulo mais eficaz para a aprendizagem e, por conseguinte, para o alcance de metas e objetivos pessoais e organizacionais, para que todo aprendizado seja revertido em conhecimento e produtividade.

Por esse ângulo, a organização que não investe em Comunicação Interpessoal, mesmo com a melhor das tecnologias, fica defasada no mercado, visto que as negociações, os avanços e as parcerias sempre ocorrem por meio de pessoas. Este é o grande patrimônio de uma empresa.

Buscar a eficiência das relações interpessoais e reconhecer a comunicação como recurso estratégico é fortalecer a estrutura da empresa, garantir qualidade produtiva, evitar retrabalhos e direcionar o crescimento e a melhoria dos resultados.

O Treinamento em Comunicação Interpessoal tem mais alcance do que se imagina, justamente porque permite aos sujeitos o desenvolvimento de um olhar crítico ao mesmo tempo em que aflora a empatia e amplia os horizontes profissionais.

Este Treinamento deve considerar o contexto da empresa, o ambiente corporativo e suas particularidades, os funcionários e seus objetivos pessoais e, principalmente, esclarecer os pontos de partida e chegada para a compreensão e conquista dos objetivos da empresa.

Importante ressaltar que um Treinamento em Comunicação Interpessoal pode conter diversas finalidades, determinadas pela empresa. Pode-se desejar estimular o desenvolvimento das potencialidades de um setor, de uma equipe ou de um funcionário, ou pode-se trabalhar com enfoque na resolução de conflitos e solução de problemas; pode ser um treinamento para atualizar e/ou aprimorar conhecimentos, posturas e atitudes relevantes para a organização. Podem-se trabalhar objetivos conjugados ou separados. É vastíssimo o território das possibilidades de trabalho com Comunicação Interpessoal e maior ainda são os resultados deste trabalho.

A empresa pode contabilizar ganhos com profissionais e equipes capazes de interagir com clareza, nas mais diferentes situações – reuniões, entrevistas, negociações, feedbacks, conferências, conflitos, apresentações de projetos, concorrências, entre outros – imprimindo eficiência, confiança, assertividade, espírito de liderança, acolhimento, persuasão e qualidade em nome da marca que representa.

 

Pitch

Pitch

Pitch

Discurso de Elevador: como aproveitar um encontro oportuno para apresentar sua ideia?

Esta é a proposta do “Pitch Elevator” – eventos criados para que empreendedores atraiam investimentos para seus negócios. A princípio parece muito difícil sintetizar um projeto e suas complexidades, em tempo reduzido e conquistar, não só a atenção, mas principalmente, a verba de grupos investidores.

Com um preparo cuidadoso, a tarefa pode ser simplificada e a comemoração garantida.

O primeiro passo é concentrar-se na própria apresentação, com foco no conteúdo, para que as informações essenciais estejam evidenciadas no discurso, e claramente apontados: o Benefício, o Diferenciador e o Pedido. 

Com a intenção de facilitar este preparo, sugiro o uso de um esqueleto básico de apresentação, que contemple, assertivamente:

ü A natureza da ideia = o que é o projeto

ü O mercado alvo e a necessidade atendida = identificação, testes e demanda

ü O grande diferencial do projeto = a solução inovadora

ü O potencial de alcance no mercado = porque investir neste projeto

Estes pontos devem ser transmitidos de maneira concisa e clara, o apresentador deve demonstrar que tem uma visão apropriada do mercado, com o reconhecimento do problema e a apresentação da solução por meio do projeto que defende; inclusive com amostras dos resultados de testes quanto ao nível de adesão à solução em questão, para que a análise de viabilidade fique robusta e atraente. Vale ressaltar que quanto maior a incidência do problema no dia a dia mercadológico, mais evidente será a disposição em solucioná-lo, maiores serão as chances de se atingir o investidor.

 Enxergar o negócio desta maneira ajuda o apresentador a encontrar o tom da interação e a revelar o projeto, para a banca de investidores, como uma grande oportunidade.

Se, por um lado, o preparo da apresentação significa o domínio do conteúdo pelo apresentador, afinal, ele estará falando sobre o que sabe e acredita; para garantir o êxito será importante e necessário cuidar da forma de apresentação e/ou da performance do apresentador.

Aquele que for designado como representante da equipe, deverá preparar-se para o “front” e utilizar-se de algumas armas que revalidem a imagem promissora do projeto.

A capacidade de comunicação dos empreendedores é mais que um investimento pessoal, é um canal que propicia a construção da interação e da credibilidade entre os envolvidos.

Quanto menor o tempo de apresentação, mais claro há de ser o discurso.

O apresentador deve adotar uma postura positiva: peito aberto, pés no chão, gestos firmes e voz forte.

Para o repertório, a escolha de termos objetivos, que não deem margem para ambiguidades é uma dica de ouro, um esforço válido.

A imagem comunicativa somada à consistência material mensura, ainda que subjetivamente, o comprometimento, despertando a curiosidade e o interesse da audiência.

Nem sempre há a possibilidade de usar recursos audiovisuais, portanto, todo cuidado envolvendo esta apresentação é bem-vindo e urgente. Dependendo da proposta, e em razão do pouco tempo, a apresentação da equipe Startup não precisa ser nominalmente, neste momento. Em alguns casos, permite-se o uso de material de apoio impresso, o Sumário Executivo, com informações básicas e a descrição da equipe, com nomes e funções determinadas.

A grande sacada deste modelo de apresentação é atingir a audiência, potencial investidora, com uma abordagem simplificada, mas absolutamente contagiante, no trajeto rápido entre o térreo e a cobertura.

 

Deu Branco

Deu Branco

Deu Branco

Uma situação hipotética: a pessoa tem uma apresentação oral e fica tão tensa que parece que esqueceu tudo o que tinha a dizer: deu branco. Não duvide, este é o tipo de situação que mais atemoriza aos que se veem convocados a falar em público.

 

O que de fato acontece?

 

O cérebro tem um mecanismo bastante refinado. Alguns sinais do corpo, desencadeados pelo medo, exigem atitude de proteção, é como se houvesse um sistema resfriador das emoções, uma pausa – longa – do raciocínio para recalcular a rota.

Para justificar o medo da exposição ao ridículo, falar para um público, pequeno ou grande, representa o perigo e, com mais frequência do que se imagina, são relatadas experiências sobre a sensação de total vulnerabilidade com esquecimento agudo das ideias.

 

O que fazer?

 

Não há uma receita com doses precisas disso ou daquilo. Mas, há aspectos que podem ser analisados individualmente e trabalhados em favor de cada um. Não se enfrenta problemas desconhecendo causas e efeitos.

 

1)Tomar consciência do corpo é um importante recurso. Entender as reações físicas como respostas psíquicas pode ajudar a intervir com mais agilidade sobre o que é indesejado.

Além disso, respeitar os limites do corpo é imprescindível, por isso, a atenção à alimentação, ao sono, às atividades físicas, ao lazer e à interação social são fatores inegociáveis para o bom aproveitamento cognitivo.

 

2) Geralmente, somos convidados a falar sobre nós, sobre o que estudamos ou nossa área de atuação, o que indica que há conhecimento sobre o assunto. Eu digo “geralmente” porque não está descartado que sejamos convidados a emitir uma opinião ou mesmo episódios em que temos que improvisar. Em qualquer desses casos, a palavra de ordem é confiança. Ninguém se forma da noite para o dia, é preciso acreditar no tempo dedicado ao aprendizado e no preparo para assumir posições e objetivos.

A insegurança mina o pensamento e é a principal responsável pela disfluência de raciocínio, porque faz com que se perca a autoridade do discurso.

*autoridade no sentido de propriedade do conhecimento a ser transmitido.

 

3) Outro ponto de grande relevância é a diversidade de pontos de vistas. Defender uma ideia não é, necessariamente, invalidar outras. Conhecer linhas de pensamento diferentes ajuda a construir posicionamentos consistentes e a falar com autenticidade.

Isto sem dizer que a criatividade é reconhecidamente uma competência que se beneficia da ampla percepção de mundo, do reconhecimento dos problemas e da disponibilidade em buscar soluções.

Ou seja, observar e ouvir estão no topo da lista das habilidades que permitem ao cérebro manter-se ativo, independente das circunstancias.

 

4) As atividades desafiadoras são excelentes exercícios do raciocínio, reciclam pensamentos, instigam a buscar novas alternativas e dão celeridade à elaboração das respostas. Desafios, desde os mais simples e lúdicos até os grandes dilemas reais e práticos, ajudam a melhorar o raciocínio e driblar as reações do medo, à medida que são superados.

Interessante notar que os desafios impulsionam por meio do stress, sair da situação estressante é um estímulo para cérebro. Antagonicamente, os momentos de relaxamento, como um banho ou uma caminhada, contribuem para a organização dos pensamentos, para a reflexão e elaboração daquilo que queremos dizer.

Parece contraditório, mas ambos são mandatórios para o fortalecimento da autoconfiança, tão necessária para as apresentações.

5) Por fim, os erros fazem parte do aprendizado. Somente com a prática se conhecem as falhas e, a partir da correção delas aprimora-se o desempenho e atinge-se melhores resultados. É um processo contínuo.

 

De tudo que está dito, reforça-se que o cérebro é multifuncional e para ser aproveitado em todo seu potencial, precisa ser explorado, isto é, posto à prova, experimentando toda a paleta de cores, inclusive o branco.