Em busca de oportunidade

Em busca de oportunidade

Em busca de Oportunidades

 

 

Eu tenho falado muito, sobretudo para jovens profissionais, a respeito de habilidades que interferem na performance do trabalho e estão intrinsecamente ligadas à competência comunicativa. São elas: assertividade, autenticidade e flexibilidade cognitiva.

Ocorre que a expressão comunicativa procede da organização interna, o pensamento estrutura ação e interação e é dessa complexidade que nos constituímos “comunicantes”.

Imagine então o mundo atual e as relações de trabalho: a tecnologia dita caminhos e serve de referência em diversos níveis; os empregos migram vagas, de setores a regiões geográficas; as equipes incham ou murcham embaladas pela economia. Com isto, a tônica do momento é MUDANÇA.

Para encarar período de mudanças constantes e de todas as ordens é necessário fortalecer as habilidades sócio cognitivas e afetivas.

Para isso, a lição número um é observar-se, conhecer-se e entender como funcionam suas reações e o impacto delas sobre você e sobre os outros.

Avalie, numa breve retrospectiva, qual a sua postura diante das mudanças impostas pela vida profissional?

Use critérios simples, como:
· Foi fácil ou difícil passar pelo período de transição?
· Houve pontos positivos, pontos negativos, quais se mantiveram por mais tempo?
· Você pôde vislumbrar oportunidade na adversidade?
· Soube adequar as estratégias para os novos planos?
· Entendeu as críticas e conselhos recebidos neste momento?
· Entende que foi capaz de ajudar alguém na mesma situação que você?

À medida que responde a estas questões você pode reconhecer o quanto possui de assertividade, autenticidade, resiliência, empatia e flexibilidade.

O segundo passo é cuidar para que as respostas futuras estejam mais alinhadas ao que você espera de si mesmo em termos de desenvolvimento profissional.

Como?
1) Buscando estratégias de pensamentos que: agilizam as respostas – a tomada de decisões; compreendem divergências; têm receptividade para o novo e abertura para boas conexões.
2) Ainda que você não seja diretamente afetado pela mudança, saber lidar com o desconforto do outro, e muitas vezes com suas reclamações, é um exercício bastante importante, que faz diferença na hora de cumprir tarefas e otimizar o clima do ambiente.
3) Por fim, saber reconhecer um momento ruim como transitório e equacionar a passagem por ele de maneira assertiva é uma característica preponderante que se evidencia nas relações, mais propriamente, nas interações.

O mercado de trabalho busca pessoas com tais habilidades, se você se sente preparado para o desafio, candidate-se.

 

 

 

 

Cidadania Corporativa

Cidadania Corporativa

O que são os relacionamentos profissionais?

São processos de comunicação que ocorrem no ambiente corporativo, de maneira interativa, envolvendo as pessoas, seus valores e suas culturas.

A educação hoje passa por uma diversidade de critérios e algumas vezes o desajuste no local de trabalho surge a partir de questões comportamentais, individuais, com efeito sobre a equipe, os projetos e os resultados.

Admite-se, portanto, que os treinamentos com relação ao comportamento no trabalho sejam cada vez mais necessários.

Em 2016, fui convidada a falar sobre relacionamentos profissionais dentro de uma organização, preparei a aula, mas preferi chama-la de “Cidadania Corporativa”. Essa nomenclatura soou interessante, uma vez que a proposta era discutir conhecimentos, procedimentos e atitudes de ética e boa convivência, com a expectativa de que multiplicação da discussão fosse de responsabilidade dos líderes, gerentes e diretores.

A experiência proporcionou boas reflexões e quero compartilhá-las aqui:

Cidadania é um processo construído, mesmo que não se reverta imediatamente em resultados, envolve mudanças de atitudes, muitas vezes, cristalizadas.

– Os objetivos de uma abordagem como esta não se concentram na formação pessoal, mas não há dúvida de que a discussão afeta a dinâmica de relacionamentos da empresa e contribui para a melhoria da qualidade do clima organizacional.

– A apropriação do lugar de cidadão no ambiente de trabalho orienta a condução dos conflitos e a prevenção dos confrontos, de maneira que essa equação tenha sempre saldo positivo.

 

 

Segundo, Mário Sérgio Cortella, os conflitos são desejáveis, por se tratarem de discordâncias que incrementam as discussões e possibilitam novas formas de ver, isto é, o conflito bem conduzido enriquece as tomadas de decisões.

Já os confrontos, embates sem flexibilidade, em nada contribuem, enfraquecem e podem destruir um dos lados – são perdas evitáveis.

 Toda vez que se fala em relacionamento entende-se que há uma situação de comunicação interpessoal. Quanto mais clareza e assertividade houver, somadas ao respeito e à empatia, melhor será a qualidade do relacionamento. E, por consequência, quanto melhores os relacionamentos profissionais – seja interno (entre funcionários) ou externo (com clientes, parceiros e colaboradores) – melhores serão os resultados, em valores numéricos e humanos.

Um cidadão é plural, independentemente de onde esteja ou com quem esteja, quando se comporta de forma ética e consciente do seu papel na sociedade.

 

(Mário Sérgio Cortella – professor universitário, filósofo contemporâneo, autor de livros e comentarista de telejornais – Sempre referência e inspiração.)

O propósito dos treinamentos corporativos em CI

O propósito dos treinamentos corporativos em CI

O propósito dos treinamentos corporativos em CI

Por quê contratar um treinamento em comunicação?

De modo geral, treinamentos são processos de educação profissional com a função de melhorar a eficiência no trabalho mediante o desenvolvimento de hábitos, ações, atitudes, comportamentos, conhecimentos e técnicas. Todo treinamento, independente da natureza e dos objetivos, requer habilidades comunicativas para ouvir, interpretar, compreender, expressar-se e interagir com seu grupo.

Isto tem ficado mais evidente à medida que a Comunicação é percebida como o estímulo mais eficaz para a aprendizagem e, por conseguinte, para o alcance de metas e objetivos pessoais e organizacionais, para que todo aprendizado seja revertido em conhecimento e produtividade.

Por esse ângulo, a organização que não investe em Comunicação Interpessoal, mesmo com a melhor das tecnologias, fica defasada no mercado, visto que as negociações, os avanços e as parcerias sempre ocorrem por meio de pessoas. Este é o grande patrimônio de uma empresa.

Buscar a eficiência das relações interpessoais e reconhecer a comunicação como recurso estratégico é fortalecer a estrutura da empresa, garantir qualidade produtiva, evitar retrabalhos e direcionar o crescimento e a melhoria dos resultados.

O Treinamento em Comunicação Interpessoal tem mais alcance do que se imagina, justamente porque permite aos sujeitos o desenvolvimento de um olhar crítico ao mesmo tempo em que aflora a empatia e amplia os horizontes profissionais.

Este Treinamento deve considerar o contexto da empresa, o ambiente corporativo e suas particularidades, os funcionários e seus objetivos pessoais e, principalmente, esclarecer os pontos de partida e chegada para a compreensão e conquista dos objetivos da empresa.

Importante ressaltar que um Treinamento em Comunicação Interpessoal pode conter diversas finalidades, determinadas pela empresa. Pode-se desejar estimular o desenvolvimento das potencialidades de um setor, de uma equipe ou de um funcionário, ou pode-se trabalhar com enfoque na resolução de conflitos e solução de problemas; pode ser um treinamento para atualizar e/ou aprimorar conhecimentos, posturas e atitudes relevantes para a organização. Podem-se trabalhar objetivos conjugados ou separados. É vastíssimo o território das possibilidades de trabalho com Comunicação Interpessoal e maior ainda são os resultados deste trabalho.

A empresa pode contabilizar ganhos com profissionais e equipes capazes de interagir com clareza, nas mais diferentes situações – reuniões, entrevistas, negociações, feedbacks, conferências, conflitos, apresentações de projetos, concorrências, entre outros – imprimindo eficiência, confiança, assertividade, espírito de liderança, acolhimento, persuasão e qualidade em nome da marca que representa.

 

Deu Branco

Deu Branco

Deu Branco

Uma situação hipotética: a pessoa tem uma apresentação oral e fica tão tensa que parece que esqueceu tudo o que tinha a dizer: deu branco. Não duvide, este é o tipo de situação que mais atemoriza aos que se veem convocados a falar em público.

 

O que de fato acontece?

 

O cérebro tem um mecanismo bastante refinado. Alguns sinais do corpo, desencadeados pelo medo, exigem atitude de proteção, é como se houvesse um sistema resfriador das emoções, uma pausa – longa – do raciocínio para recalcular a rota.

Para justificar o medo da exposição ao ridículo, falar para um público, pequeno ou grande, representa o perigo e, com mais frequência do que se imagina, são relatadas experiências sobre a sensação de total vulnerabilidade com esquecimento agudo das ideias.

 

O que fazer?

 

Não há uma receita com doses precisas disso ou daquilo. Mas, há aspectos que podem ser analisados individualmente e trabalhados em favor de cada um. Não se enfrenta problemas desconhecendo causas e efeitos.

 

1)Tomar consciência do corpo é um importante recurso. Entender as reações físicas como respostas psíquicas pode ajudar a intervir com mais agilidade sobre o que é indesejado.

Além disso, respeitar os limites do corpo é imprescindível, por isso, a atenção à alimentação, ao sono, às atividades físicas, ao lazer e à interação social são fatores inegociáveis para o bom aproveitamento cognitivo.

 

2) Geralmente, somos convidados a falar sobre nós, sobre o que estudamos ou nossa área de atuação, o que indica que há conhecimento sobre o assunto. Eu digo “geralmente” porque não está descartado que sejamos convidados a emitir uma opinião ou mesmo episódios em que temos que improvisar. Em qualquer desses casos, a palavra de ordem é confiança. Ninguém se forma da noite para o dia, é preciso acreditar no tempo dedicado ao aprendizado e no preparo para assumir posições e objetivos.

A insegurança mina o pensamento e é a principal responsável pela disfluência de raciocínio, porque faz com que se perca a autoridade do discurso.

*autoridade no sentido de propriedade do conhecimento a ser transmitido.

 

3) Outro ponto de grande relevância é a diversidade de pontos de vistas. Defender uma ideia não é, necessariamente, invalidar outras. Conhecer linhas de pensamento diferentes ajuda a construir posicionamentos consistentes e a falar com autenticidade.

Isto sem dizer que a criatividade é reconhecidamente uma competência que se beneficia da ampla percepção de mundo, do reconhecimento dos problemas e da disponibilidade em buscar soluções.

Ou seja, observar e ouvir estão no topo da lista das habilidades que permitem ao cérebro manter-se ativo, independente das circunstancias.

 

4) As atividades desafiadoras são excelentes exercícios do raciocínio, reciclam pensamentos, instigam a buscar novas alternativas e dão celeridade à elaboração das respostas. Desafios, desde os mais simples e lúdicos até os grandes dilemas reais e práticos, ajudam a melhorar o raciocínio e driblar as reações do medo, à medida que são superados.

Interessante notar que os desafios impulsionam por meio do stress, sair da situação estressante é um estímulo para cérebro. Antagonicamente, os momentos de relaxamento, como um banho ou uma caminhada, contribuem para a organização dos pensamentos, para a reflexão e elaboração daquilo que queremos dizer.

Parece contraditório, mas ambos são mandatórios para o fortalecimento da autoconfiança, tão necessária para as apresentações.

5) Por fim, os erros fazem parte do aprendizado. Somente com a prática se conhecem as falhas e, a partir da correção delas aprimora-se o desempenho e atinge-se melhores resultados. É um processo contínuo.

 

De tudo que está dito, reforça-se que o cérebro é multifuncional e para ser aproveitado em todo seu potencial, precisa ser explorado, isto é, posto à prova, experimentando toda a paleta de cores, inclusive o branco.